Porta de Várias Idas e Vindas
Lugar de idas e vindas
Porta por onde passa tantas pessoas
Pessoas que trabalham, que passeiam.......
Pessoas que estão chegando.......
Ou indo embora..............
Pessoas que deixam saudades........
Ou levam saudade de alguém que fica..........
Rodoviária lugar de encontros e desencontros de pessoas
Conhecidas ou não.....................
Rodoviária onde encontramos muita vez a nossa esperança........
Ou desilusão.........
Onde esperamos ou patimos em busca de algo ou alguém............
Onde esperamos alguém que esta chegando......
Ou despedimos de alguém que não sabemos........
Se vai voltar ou não..........
Porta de tantas incertezas ou perdas...........
Porta que chora o coração esperançoso.......
Ou corta o coração de alguém que fica...............
Ou de alguém que partiu................
Rodoviária
Lugar
De Idas
E
Vindas...................
Jeová C. dos Santos
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Projeto Pedagógico em Artes Visuais – Porta de Entrada
Projeto Pedagógico em Artes Visuais – Porta de Entrada
Universidade Federal de Goiás – UFG
Faculdade de Artes Visuais – FAV
Licenciatura em Artes Visuais
Disciplina – Estágio Supervisionado III
Professores Tutores – Reijane Cunha/ Vinicius Leonardo
Acadêmico – Jeová C. dos Santos
Pólo UAB- São Simão- Goiás
Avaliação Processual
Texto Avaliativo
Percurso: “Estranhamente do familiar”
Como já disse nos textos escritos nas outras etapas, como não conhecemos um determinado lugar ou espaço urbano, mesmo que passamos por ele várias vezes ou sempre. Só fui notar particularidades da minha porta de entrada a partir do momento que fui fazer as observações e analisar aquele lugar e notei que por mais que a gente pensa que se conhece um lugar ele é intimamente desconhecido. Pois esse lugar está cheio de valores, características dele, valores de uma analise produtiva, o desafio é olhar para esse lugar de uma maneira diferente, ver aquilo que nunca havíamos prestado atenção no dia – a – dia daqui, saber que ele é vivo, dinâmico,que tem uma história construída ao longo dos tempos, ele é formado por aspectos, físicos, afetivos e simbólicos.
Escolha da porta de entrada
Escolhi esse lugar por que acho ele muito discriminado ou até mesmo esquecido pelo poder público já que geralmente é um local muito sujo, por isso após várias análises fui me apegando a esse espaço. A partir do meu trajeto que fiz para as atividades do Estágio Supervisionado III, cheguei na minha porta de entrada – “Rodoviária”de São Simão, e notei que esse espaço é rico em aprendizagem pois ele é dinâmico, possuindo uma estrutura de relações sociais, de economia e mercado, de política, estética e poesia. Esse espaço urbano está cheio de tensão, anonimato, indiferença, desprezo, agonia, crise e violência. Assim esse espaço tem uma história, história que configuram referências práticas e simbólicas, que atraem ou passam despercebidas, objetos verbais ou não verbais, ruídos que lhe delineiam seus trajetos, seus atos, um lugar com espaços cheiros, barulhos, pessoas, objetos, experiências poética e estética. Depois de tantas idas e vindas especulações resolvi que esse lugar seria a minha “porta de entrada” para fazer a minha intervenção artística, mas qual seria viável, fácil, satisfatória que levasse um conhecimento artístico urbanista, valorizassem esse espaço e ouvindo a música de abertura da novela “Senhora do Destino”- Encontros e Desencontros( Maria Rita) resolvi que essa intervenção artística na rodoviária seria uma exposição de fotografia – Caras e Expressões, com fotos das pessoas que por aqui passam ou ficam nesse local.
Etnografia da Porta de Entrada
A minha porta de entrada a “rodoviária” fica localizada no município de São Simão – Goiás, na Região Sudoeste do Estado,é um lugar que fica bem centralizado pois fica no centro da cidade, tendo como vizinhos a CTBC, a prefeitura, a câmara dos vereadores, o Bradesco e inúmeros comércios. É um lugar organizado e limpo tendo lugares como lojas, sorveteria. Esse lugar não é muito grande também não é pequeno para o tamanho da cidade.
Elaboração da Proposta de Intervenção
Quando pensei em fazer a minha intervenção artística na rodoviária não pensei que fosse ser tão prazeroso como difícil, pois há tanta burocacia para essa realização tomando com referencial o módulo 6 do curso e o fotógrafo Robert Smithson e do artista Christo que trabalharam com intervenções no mundo da arte com intervenções em espaços públicos, nas cidades, no campo, e nas paisagens ou até mesmo no meio – ambiente a Land- art, Earth – art, esses trabalhos na cidade chamou –se Intervenção Urbana. Esses trabalhos de caráter intervencionista perduraram dos anos 1960 até os dias de hoje como os trabalhos do fotógrafo brasileiro Vik Muniz(1961) (módulo 7 do curso). Então resolvi que a melhor intervenção artística para esse espaço urbano não poderia ser outra senão uma exposição de fotografias de pessoas desse local, e do próprio local também, essa exposição fotográfica deveria mostrar as pessoas que aqui passam ou ficam aqui. Procurei então as pessoas para fazer as fotografias, fazendo um total de 37 fotos.
Discussão nos fóruns da proposta com os professores formadores e tutores
Olhando os comentários dos colegas nos fóruns e as minhas dúvidas, questionamentos apontamentos da Professora Leda e no presencial do mês de outubro, onde o professor Rafael e a professora Reijane, me orientaram para eu pedir os próprios transeuntes para fazer as fotografias para a exposição onde contei com o apoio e colaboração de muitos. Essas lidas nas postagens dos colegas e dos professores me ajudaram muito na concretização dessa intervenção artística.
Realização da Proposta
Como já havia dito foram feitas 37 fotos tiradas por pessoas que no momento estavam ali na rodoviária, foram pessoas daqui e que estavam chegando de viagem ou indo para outras localidades, duas fotos me chamaram a atenção de uma pessoa bêbada que não estava conseguindo manter a máquina fotográfica na posição correta daí a fotografia ter saído tremida e a da moça que faz a limpeza do local que ficou sensibilizada quando eu a pedir que fizesse uma fotografia também e ela diz que só tirava se fosse a minha. Essas fotos serão guardadas com um carinho todo especial para a minha vida de arte – educador e realização profissional.
Avaliação dos Resultados
Depois de ter falado com os tutores da disciplina e seguido as suas orientações pesquisei sobre um fotógrafo que tinha trabalhado com o tema cidade e lendo o módulo 7 na disciplina Ateliê de Poéticas Visuais Contemporâneas tomei como exemplo os artistas Robert Smithson e Christo que fizeram muitos trabalhos com intervenções em espaços urbanos. Lugar que olhando a teoria do filósofo John Dewey (1859 – 1952), que fundamenta que não há lugar definido para a arte acontecer, ela é constante e indefinida.
A minha avaliaçõa dessa proposta é muito satisfatória tanto para mim quanto para todos os envolvidos pois ela se tornou mais familiar para mim esse lugar, e que podemos aprender muito com a nossa cidade se a transformarmos ela em uma cidade educadora valorizando os seus saberes e cultura. Que a rodoviária é um local de aprendizagem, de multiculturalidade entrew as pessoas, o lugar e a arte que posso fazer o acontecer artístico aonde existir pessoas, objetivos e força de crescimento cultural.
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