Porta de Várias Idas e Vindas
Lugar de idas e vindas
Porta por onde passa tantas pessoas
Pessoas que trabalham, que passeiam.......
Pessoas que estão chegando.......
Ou indo embora..............
Pessoas que deixam saudades........
Ou levam saudade de alguém que fica..........
Rodoviária lugar de encontros e desencontros de pessoas
Conhecidas ou não.....................
Rodoviária onde encontramos muita vez a nossa esperança........
Ou desilusão.........
Onde esperamos ou patimos em busca de algo ou alguém............
Onde esperamos alguém que esta chegando......
Ou despedimos de alguém que não sabemos........
Se vai voltar ou não..........
Porta de tantas incertezas ou perdas...........
Porta que chora o coração esperançoso.......
Ou corta o coração de alguém que fica...............
Ou de alguém que partiu................
Rodoviária
Lugar
De Idas
E
Vindas...................
Jeová C. dos Santos
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Projeto Pedagógico em Artes Visuais – Porta de Entrada
Projeto Pedagógico em Artes Visuais – Porta de Entrada
Universidade Federal de Goiás – UFG
Faculdade de Artes Visuais – FAV
Licenciatura em Artes Visuais
Disciplina – Estágio Supervisionado III
Professores Tutores – Reijane Cunha/ Vinicius Leonardo
Acadêmico – Jeová C. dos Santos
Pólo UAB- São Simão- Goiás
Avaliação Processual
Texto Avaliativo
Percurso: “Estranhamente do familiar”
Como já disse nos textos escritos nas outras etapas, como não conhecemos um determinado lugar ou espaço urbano, mesmo que passamos por ele várias vezes ou sempre. Só fui notar particularidades da minha porta de entrada a partir do momento que fui fazer as observações e analisar aquele lugar e notei que por mais que a gente pensa que se conhece um lugar ele é intimamente desconhecido. Pois esse lugar está cheio de valores, características dele, valores de uma analise produtiva, o desafio é olhar para esse lugar de uma maneira diferente, ver aquilo que nunca havíamos prestado atenção no dia – a – dia daqui, saber que ele é vivo, dinâmico,que tem uma história construída ao longo dos tempos, ele é formado por aspectos, físicos, afetivos e simbólicos.
Escolha da porta de entrada
Escolhi esse lugar por que acho ele muito discriminado ou até mesmo esquecido pelo poder público já que geralmente é um local muito sujo, por isso após várias análises fui me apegando a esse espaço. A partir do meu trajeto que fiz para as atividades do Estágio Supervisionado III, cheguei na minha porta de entrada – “Rodoviária”de São Simão, e notei que esse espaço é rico em aprendizagem pois ele é dinâmico, possuindo uma estrutura de relações sociais, de economia e mercado, de política, estética e poesia. Esse espaço urbano está cheio de tensão, anonimato, indiferença, desprezo, agonia, crise e violência. Assim esse espaço tem uma história, história que configuram referências práticas e simbólicas, que atraem ou passam despercebidas, objetos verbais ou não verbais, ruídos que lhe delineiam seus trajetos, seus atos, um lugar com espaços cheiros, barulhos, pessoas, objetos, experiências poética e estética. Depois de tantas idas e vindas especulações resolvi que esse lugar seria a minha “porta de entrada” para fazer a minha intervenção artística, mas qual seria viável, fácil, satisfatória que levasse um conhecimento artístico urbanista, valorizassem esse espaço e ouvindo a música de abertura da novela “Senhora do Destino”- Encontros e Desencontros( Maria Rita) resolvi que essa intervenção artística na rodoviária seria uma exposição de fotografia – Caras e Expressões, com fotos das pessoas que por aqui passam ou ficam nesse local.
Etnografia da Porta de Entrada
A minha porta de entrada a “rodoviária” fica localizada no município de São Simão – Goiás, na Região Sudoeste do Estado,é um lugar que fica bem centralizado pois fica no centro da cidade, tendo como vizinhos a CTBC, a prefeitura, a câmara dos vereadores, o Bradesco e inúmeros comércios. É um lugar organizado e limpo tendo lugares como lojas, sorveteria. Esse lugar não é muito grande também não é pequeno para o tamanho da cidade.
Elaboração da Proposta de Intervenção
Quando pensei em fazer a minha intervenção artística na rodoviária não pensei que fosse ser tão prazeroso como difícil, pois há tanta burocacia para essa realização tomando com referencial o módulo 6 do curso e o fotógrafo Robert Smithson e do artista Christo que trabalharam com intervenções no mundo da arte com intervenções em espaços públicos, nas cidades, no campo, e nas paisagens ou até mesmo no meio – ambiente a Land- art, Earth – art, esses trabalhos na cidade chamou –se Intervenção Urbana. Esses trabalhos de caráter intervencionista perduraram dos anos 1960 até os dias de hoje como os trabalhos do fotógrafo brasileiro Vik Muniz(1961) (módulo 7 do curso). Então resolvi que a melhor intervenção artística para esse espaço urbano não poderia ser outra senão uma exposição de fotografias de pessoas desse local, e do próprio local também, essa exposição fotográfica deveria mostrar as pessoas que aqui passam ou ficam aqui. Procurei então as pessoas para fazer as fotografias, fazendo um total de 37 fotos.
Discussão nos fóruns da proposta com os professores formadores e tutores
Olhando os comentários dos colegas nos fóruns e as minhas dúvidas, questionamentos apontamentos da Professora Leda e no presencial do mês de outubro, onde o professor Rafael e a professora Reijane, me orientaram para eu pedir os próprios transeuntes para fazer as fotografias para a exposição onde contei com o apoio e colaboração de muitos. Essas lidas nas postagens dos colegas e dos professores me ajudaram muito na concretização dessa intervenção artística.
Realização da Proposta
Como já havia dito foram feitas 37 fotos tiradas por pessoas que no momento estavam ali na rodoviária, foram pessoas daqui e que estavam chegando de viagem ou indo para outras localidades, duas fotos me chamaram a atenção de uma pessoa bêbada que não estava conseguindo manter a máquina fotográfica na posição correta daí a fotografia ter saído tremida e a da moça que faz a limpeza do local que ficou sensibilizada quando eu a pedir que fizesse uma fotografia também e ela diz que só tirava se fosse a minha. Essas fotos serão guardadas com um carinho todo especial para a minha vida de arte – educador e realização profissional.
Avaliação dos Resultados
Depois de ter falado com os tutores da disciplina e seguido as suas orientações pesquisei sobre um fotógrafo que tinha trabalhado com o tema cidade e lendo o módulo 7 na disciplina Ateliê de Poéticas Visuais Contemporâneas tomei como exemplo os artistas Robert Smithson e Christo que fizeram muitos trabalhos com intervenções em espaços urbanos. Lugar que olhando a teoria do filósofo John Dewey (1859 – 1952), que fundamenta que não há lugar definido para a arte acontecer, ela é constante e indefinida.
A minha avaliaçõa dessa proposta é muito satisfatória tanto para mim quanto para todos os envolvidos pois ela se tornou mais familiar para mim esse lugar, e que podemos aprender muito com a nossa cidade se a transformarmos ela em uma cidade educadora valorizando os seus saberes e cultura. Que a rodoviária é um local de aprendizagem, de multiculturalidade entrew as pessoas, o lugar e a arte que posso fazer o acontecer artístico aonde existir pessoas, objetivos e força de crescimento cultural.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
mapa do meu trajeto
Explicação do Desenho do Meu Percurso
Bem escolhi para a minha caminhada para procurar a minha porta de estudo se assim posso chamar essa porta. O percurso escolhido foi o que eu faço todo dia que vou para Itaguaçu – local onde trabalho. Ele começa em minha casa e termina na rodoviária, nele está traçado o caminho da minha casa à rodoviária, passando pelas ruas 13, 14, 09 e 22, nessas ruas a partir do momento em que comecei a imaginar qual seria o meu percurso ou a minha caminhada passei a perceber particularidades até então não notadas, é como diz o texto “tornar estranho o conhecido.” No esquema desenhado os pontos por mim percebidos como portas estão coloridos da seguinte forma:
Amarelo – meu percurso ou caminhada.
Lilás – minha casa rua 13 nº 01.
Laranja – Bar Novo Milênio.
Verde – Hotel Bariloche.
Rosa - Casa de Material de Construção Nogueira.
Vermelho – Serralheria.
Amarelo Claro – Rádio 99.1 – Serra Dourada.
Azul Escuro – C.R.E.I.A.
Ocre – Casa dos Milagres (em construção).
Marrom Escuro – Casa dos Milagres (atual).
Púrpura - Rodoviária.
Essa são as possíveis portas para mim.
Atividade de Ateliê de Poéticas Contemporâneas
Escolhi o artista Victor Vasely, que foi pintor e escultor considerado o pai da Op Art, ele trabalhou como designer gráfico em várias empresas de publicidade, passou pelo Figurativo, Construtivismo e geométrico abstrato. O seu fascínio por padrões lineares levou- o a desenhar diversos motivos através da utilização de grelhas lineares bicolores e das deformações ondulantes, onde a sensação de profundidade e multidimensionalidade dos objetos foram sempre a sua preocupação constante, portanto os seus trabalhos são basicamente, inicialmente geométricos, policromáticos, muldimensionais, totalmente abstratos seus quadros combinam variações de círculos, quadrados e triângulos que são elementos básicos do que seria conhecido como Op Art.
Por isso escolhi ele para a elaboração da atividade pois amo os mosaicos e tenho uma pasta somente com eles criados por mim.
Nessa atividade comecei pesquisando no saite da Wikipédia, e encontrei alguns trabalhos de Victor Vasely,então escolhi as laterais do Pentágono dos Estados Unidos e utilizei o programa paint para montar esse mosaico nele,colorindo as colunas e a base do teto com retângulos e quadrados nos tons lilás e preto também fiz nas luminares em seu pátio.
Texto Produzido
O fenômeno da Cibercultura é marca do nosso mundo contemporâneo que é caracterizado pelas relações sócios culturais que se desenvolveu a partir das tecnologias de base micro – eletrônicas surgidas a partir da década de 70, ela é marcada pela tecnologia digital, tais como computadores,internet, mídias móveis que se interagem interconectando as pessoas em todo o mundo. Modificando o nosso cotidiano. O Ciberespaço é o termo que se refere a um espaço de comunicação interligados via internet, essa nova de se comunicar caracteriza o que é tempo – real e pela interatividade que aponta a transformação da arte moderna para uma arte contemporânea.
A cibercultura e o ciberespaço permite que se faça conexões como apresenta José Luis Brea – o mundo contemporâneo são as redes de conexões responsáveis pela produção de conhecimento e não mais o armazenamento de dados.
Isso nos faz pensar como era há algum tempo atrás a nossa comunicação a longa distância. Levava bastante tempo para ocorrer, com o advento da internet essa distância e tempo – espaço encurtou bastante mas como toda evolução há conseqüências positivas como também negativas. Além de inúmeras criações dentro dessa nova forma contemporânea de se comunicar entre pessoas está a ferramenta “blog” que nos permitem a uma atualização de comunicação rápida a partir de posts ou postagens, além de meios de comunicação o blog apresenta forma de conhecimento, informações, comentários ou até mesmo notícias dos mais variados temas oas seus usuários, a sua linguagem consistem em textos curtos fugindo dos padrões dosmeios de comunicações existentes, fazendo com que os leitores aproximam mais dos temas deixando livres para questionar e opinar em seus assuntos, além disso eles mantêm um diálogo direto com o autor e outros usuários. Os blogs surgiram como diários onlaine, porém se tornaram ferramentas indispensáveis como forma de meio de informação, pesquisa e entretenimento. Os blogs nos permitem a ter o nosso próprio ciberespaço, para colocar nossas idéias, pesquisas, conhecimentos adquiridos e criar as nossas conexões. Permitindo um acesso mais amplo da cibercultura e do ciberespaço. Por isso a importância dessa ferramenta ser tão necessária para nós da Licenciatura de Artes Visuais a Distância, pois com ela estamos mais próximos dos nossos tutores mesmo estando tão longe das salas de aulas.
Atividade de Ateliê de Poéticas Contemporânea
Link do video escolhido: metodologia 009.avi
Texto Poético
Minha Cidade
Goiás, minha cidade....
Eu sou aquela amorosa
de tuas ruas estreitas,
curtas,
indecisas,
entrando,
saindo
uma das outras.
Eu sou aquela menina feia da ponte da Lapa,
Eu sou Aninha.
Eu sou aquela mulher
que ficou velha,
equecida,
nos teus larguinhos e nos teus becos tristes,
contando estória,
fazendo adivinhação.
Cantando teu passado.
Cantando teu futuro.
Eu vivo nas tuas igrejas
e sobrados
e telhado
e paredes.
Eu sou aquele teu velho muro
verde de avencas
onde se debruça
um antigo jasmineiro,
cheiroso
na ruinha pobre e suja
Eu sou estas casas
encostadas
cochichando umas com as outras.
Eu sou a ramada
dessas árvores,
sem nome e sem valia,
sem flores e sem frutos,
de que gostam
a gente cansada e os pássaros vadios.
Eu sou o caule
dessas trepadeiras sem classe,
nascidas na frincha das pedras:
Bravias:
Renitentes.
Indomáveis.
Cortadas.
Maltratadas.
Pisadas.
E renascendo.
Eu sou a dureza desses morros,
revestidos,
enflorados,
lascados a machado,
lanhados, lacerados.
Queimados pelo fogo.
Pastados.
Calcinados
e renascidos.
Minha vida,
meus sentidos,
minha estética,
todas as vibrações
de minha sensibilidade de mulher
têm, aqui, suas raízes.
Eu sou a minina feia
da ponte da Lapa.
Eu sou Aninha.
Referência bibliográfica:
Cora Coralina, 1889-1985
Poema dos Becos de Goiás e estórias mais/Cora Coralina - 23.Ed. - São Paulo: Gaudi Editorial, 2008.
Leitura da carta produzida no presecial:
Querida cidade como me vejo em você e como você me vê em você?
Bem para mim vejo como parte de você, pois sinto que os seus anseios, perspectivas e conquistas que você tem são meus anseios, perspectivas e conquistas minhas também, você me acolheu quando eu nasci e aqui escolhi para viver, pois amo você, aqui cresci,estudei e formei até me transformar em professor, você me viu sofrer descepções, mas também sucessos tanto particulares ou pessoais quanto profissionais, agradeço por mim compreender sempre, me respeitando como sou e em contra partida também te aceito como és. Te vejo até mesmo nas suas particularidades mais simples e te admiro por isso, vi você crescer comigo, acompanhar os meus primeiros passos sempre ficando do meu lado, numca me deixou sentir sozinho, mesmo quando já não tinha mais meus pais.Por isso te agradeço por tudo.
Jeová C. dos Santos
Texto Poético
Minha Cidade
Goiás, minha cidade....
Eu sou aquela amorosa
de tuas ruas estreitas,
curtas,
indecisas,
entrando,
saindo
uma das outras.
Eu sou aquela menina feia da ponte da Lapa,
Eu sou Aninha.
Eu sou aquela mulher
que ficou velha,
equecida,
nos teus larguinhos e nos teus becos tristes,
contando estória,
fazendo adivinhação.
Cantando teu passado.
Cantando teu futuro.
Eu vivo nas tuas igrejas
e sobrados
e telhado
e paredes.
Eu sou aquele teu velho muro
verde de avencas
onde se debruça
um antigo jasmineiro,
cheiroso
na ruinha pobre e suja
Eu sou estas casas
encostadas
cochichando umas com as outras.
Eu sou a ramada
dessas árvores,
sem nome e sem valia,
sem flores e sem frutos,
de que gostam
a gente cansada e os pássaros vadios.
Eu sou o caule
dessas trepadeiras sem classe,
nascidas na frincha das pedras:
Bravias:
Renitentes.
Indomáveis.
Cortadas.
Maltratadas.
Pisadas.
E renascendo.
Eu sou a dureza desses morros,
revestidos,
enflorados,
lascados a machado,
lanhados, lacerados.
Queimados pelo fogo.
Pastados.
Calcinados
e renascidos.
Minha vida,
meus sentidos,
minha estética,
todas as vibrações
de minha sensibilidade de mulher
têm, aqui, suas raízes.
Eu sou a minina feia
da ponte da Lapa.
Eu sou Aninha.
Referência bibliográfica:
Cora Coralina, 1889-1985
Poema dos Becos de Goiás e estórias mais/Cora Coralina - 23.Ed. - São Paulo: Gaudi Editorial, 2008.
Leitura da carta produzida no presecial:
Querida cidade como me vejo em você e como você me vê em você?
Bem para mim vejo como parte de você, pois sinto que os seus anseios, perspectivas e conquistas que você tem são meus anseios, perspectivas e conquistas minhas também, você me acolheu quando eu nasci e aqui escolhi para viver, pois amo você, aqui cresci,estudei e formei até me transformar em professor, você me viu sofrer descepções, mas também sucessos tanto particulares ou pessoais quanto profissionais, agradeço por mim compreender sempre, me respeitando como sou e em contra partida também te aceito como és. Te vejo até mesmo nas suas particularidades mais simples e te admiro por isso, vi você crescer comigo, acompanhar os meus primeiros passos sempre ficando do meu lado, numca me deixou sentir sozinho, mesmo quando já não tinha mais meus pais.Por isso te agradeço por tudo.
Jeová C. dos Santos
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Resumo do Texto Unidade I Estágio Supervisionado 3
O Estágio I trouxe a oportunidade de re-avaliarmos nossa prática docente,
ao mesmo tempo em que reconstruímos essa prática em outros
paradigmas conceituais, teóricos e práticos, com nossos mapeamentos e
cartografias, bem como nossas metáforas conceituais. Para muitos de nós,
foi a oportunidade de termos as primeiras aproximações investigativas
com espaços educativos, escolas, salas de aulas. Isso pode ter se tornado
ainda mais desafiante também por termos uma orientação voltada para
tais paradigmas conceituais, interacionistas, e com abordagens chamadas
ideográficas - muito diferentes do que, em geral, fomos formados.
Tivemos a oportunidade de refletir sobre rotinas, conflitos e saberes
pedagógicos e realizamos nossa primeira intervenção pedagógica nesse
curso, em um espaço de educação formal. Planejamos nossas ‘vidas’ na
escola com a construção de nossos planos de ação / cronogramas. Observamos,
vivenciamos, para depois idealizarmos nossas oficinas: sonhamos!
levando-nos à instrumentalizações para sonhos mais reais.
planejamos e replanejamos, sistematicamente, nossa ação
pedagógica, para depois, desenvolvê-la, e... Avaliamos alguns de forma individual, outros em grupos, mas todos amparados
de alguma forma, pela turma toda e pela equipe de professores.
O desenvolvimento da disciplina e os relatórios finais, de uma forma geral,
demonstram as efetivas construções de conhecimentos e percepções.
Estágio Supervisionado 3 é ampliarmos a experiência
de estágio para além dos muros da escola tomando a cidade como
referência para a elaboração de projetos de ação educativa.
buscamos uma abordagem integral para nossos
crescimentos: construímos nossas aprendizagens e nossas percepções tanto
pela via de nossos sentidos diretos quanto pela via de nossas reflexões.
03= A cidade educativa: seus lugares, seus habitantes, seus ofícios, sua cultura
Iniciamos nossa conversa, com este trecho do poema de Fernando Pessoa,
no heterônimo de Alberto Caieiro. O desafio é olhar para a cidade de
uma maneira diferente, nesse sentido trazido pelo poeta - olhar daquele
que acaba de chegar, de quem acaba de nascer para a eterna novidade
cotidiano, no dia a dia. Pensar a cidade enquanto um organismo vivo, dinâmico,
que trás uma história construída ao longo dos tempos, uma história feita pelos seus habitantes, cada um com
suas relações, suas profissões, seus ofícios, sua cultura; a cidade formada,
por seus lugares; físicos, afetivos, simbólicos.
Cavalcanti (2001, p. 16), pensar a cidade
é pensar também em lógicas não capitalistas, pré-capitalistas; é pensar na cidade como obra; é, pensando a cidade centralizada na lógica da produção
capitalista, pensar também nos interstícios e nas contradições espaciais, nas desconstruções e (re) territorializações.
a racionalidade do modo de produção capitalista,
consideramos também as contra-racionalidades, pois
Ante a racionalidade dominante, desejosa de tudo conquistar, pode-se de um ponto de vista dos
autores não beneficiados, falar de irracionalidade, isto é, de produção deliberada de situações não razoáveis.
A efetivação da cidade como educadora se constitui na resistência à tendência de práticas individualistas na cidade.
Defender um projeto de cidades educadoras é realçar seu caráter de agente formadora, sua dimensão educativa. Todas as cidades educam, à medida que a relação do sujeito, do habitante, com esse espaço é de interação ativa.
Lembrar do conceito de cultura com o qual estamos trabalhando. A cultura diz respeito a todos os fazeres, saberes e viveres pelos quais as pessoas se constituem em seus lugares, nas suas cidades, nas suas terras. A cultura diz respeito às diferentes maneiras como as pessoas trabalham, produzem, pensam as mais diferentes profissões/ações que compõem a vida da sua cidade – a sua dinâmica, as particularidades de cada bairro.
Compreender a cidade como um lugar que abriga, produz e reproduz culturas.
A compreensão da cidade como produção, fundada em racionalidade e contra-racionalidades leva-nos a uma perspectiva favorável a uma educação para a vida, e para uma vida melhor.
04- Imagens : (des )construções - Proposta para um passeio etnográfico
Ver a cidade constitui-se ainda uma experiência corporal. O corpo também está atento à violência, aos sinais de trânsito, ao asfalto quente, ao verde. Ele é
tanto entidade formuladora de imagens quanto elemento constitutivo da imagem, pois é parte integrante
da paisagem urbana.
Frequentemente, a arte que existe em nossa vida cotidiana é invisível.
No entanto, quando a arte local é interpretada a partir do seu contexto, essa
interpretação aciona não só uma maior compreensão da arte em si, mas
também uma análise crítica do sistema de produção e dos valores nela refletidos.
A noção de perturbamento no familiar
05- Orientações e ferramentas para levar nesse passeio
Para esse passeio, será necessário uma câmera fotográfica ou filmadora,
bloquinhos de anotações, e cuidados com a hidratação da pele, água, etc.
A curiosidade e esse olhar indagador, disposto a descobrir coisas mesmo nos lugares que você julga que já conhece!
Você pode pensar que “ver de novo” seja igual a “rever”. No entanto, rever não é ver a mesma coisa duas vezes, é lançar um novo olhar sobre uma
mesmo coisa ou situação. O olhar que não se renova envelhece.
Exercitemos, então, um novo olhar para essa cidade, um olhar poderoso,
desconstruidor de discursos caracterizadores e imagens construídas, em
busca de visualidades, territorialidades, espacialidades, em uma perspectiva
multicultural crítica.
Exercitemos, então, um novo olhar para essa cidade, um olhar poderoso,
desconstruidor de discursos caracterizadores e imagens construídas, em
busca de visualidades, territorialidades, espacialidades, em uma perspectiva
multicultural crítica.
Toda cidade forma, todas elas educam, pois todas são resultados de um
processo cultural, histórico e social. As pessoas não se juntam, organizam-se num determinado lugar despretensiosamente! Nesse sentido, toda cidade
pode ser educadora, pois ela fala de cada um de nós e do outro com o qual
ajudamos a formar!
Assim, propomos esse olhar sobre a cidade: buscando descobrir em cada
um a cidade que habita, que foi se construindo ao longo dos tempos e que,
podem representar a possibilidade de ir consolidando um olhar mais apurado - olhar crítico e mais sensível para o contexto e o meio ambiente.
A transição de um olhar indiferente rumo a um olhar reflexivo, olhar que pergunta, olhar que indaga. diz Carlos Brandão (2002), sobre sua imersão em campos de pesquisa:
Quando eu chego na comunidade, num primeiro momento, como disse a vocês, não vou diretamente às pessoas com quem quero trabalhar. [...] Eu procuro ir contactando pessoas a esmo. O dono de um bar, a pessoa que está me acolhendo na sua casa, pessoas que eu encontro na rua, e assim por diante. [...] então, isso é uma porta de entrada, entrar por aí. (p. 24)
Faça anotações, desenhos, esquemas, fotografe, registre as conversas estabelecidas, as entrevistas, as observações. Exercício etnográfico feito desse outro lugar da cidade, pois o que queremos é acentuar as instâncias educadoras da vida na cidade, seus moradores, seus saberes, seus ofícios... E não importa se eles estão organizados ou não, pois todos fazem parte da sua cidade. Aqui pensamos a cidade enquanto uma confluência de práticas culturais, formando essa grande paisagem.
ao mesmo tempo em que reconstruímos essa prática em outros
paradigmas conceituais, teóricos e práticos, com nossos mapeamentos e
cartografias, bem como nossas metáforas conceituais. Para muitos de nós,
foi a oportunidade de termos as primeiras aproximações investigativas
com espaços educativos, escolas, salas de aulas. Isso pode ter se tornado
ainda mais desafiante também por termos uma orientação voltada para
tais paradigmas conceituais, interacionistas, e com abordagens chamadas
ideográficas - muito diferentes do que, em geral, fomos formados.
Tivemos a oportunidade de refletir sobre rotinas, conflitos e saberes
pedagógicos e realizamos nossa primeira intervenção pedagógica nesse
curso, em um espaço de educação formal. Planejamos nossas ‘vidas’ na
escola com a construção de nossos planos de ação / cronogramas. Observamos,
vivenciamos, para depois idealizarmos nossas oficinas: sonhamos!
levando-nos à instrumentalizações para sonhos mais reais.
planejamos e replanejamos, sistematicamente, nossa ação
pedagógica, para depois, desenvolvê-la, e... Avaliamos alguns de forma individual, outros em grupos, mas todos amparados
de alguma forma, pela turma toda e pela equipe de professores.
O desenvolvimento da disciplina e os relatórios finais, de uma forma geral,
demonstram as efetivas construções de conhecimentos e percepções.
Estágio Supervisionado 3 é ampliarmos a experiência
de estágio para além dos muros da escola tomando a cidade como
referência para a elaboração de projetos de ação educativa.
buscamos uma abordagem integral para nossos
crescimentos: construímos nossas aprendizagens e nossas percepções tanto
pela via de nossos sentidos diretos quanto pela via de nossas reflexões.
03= A cidade educativa: seus lugares, seus habitantes, seus ofícios, sua cultura
Iniciamos nossa conversa, com este trecho do poema de Fernando Pessoa,
no heterônimo de Alberto Caieiro. O desafio é olhar para a cidade de
uma maneira diferente, nesse sentido trazido pelo poeta - olhar daquele
que acaba de chegar, de quem acaba de nascer para a eterna novidade
cotidiano, no dia a dia. Pensar a cidade enquanto um organismo vivo, dinâmico,
que trás uma história construída ao longo dos tempos, uma história feita pelos seus habitantes, cada um com
suas relações, suas profissões, seus ofícios, sua cultura; a cidade formada,
por seus lugares; físicos, afetivos, simbólicos.
Cavalcanti (2001, p. 16), pensar a cidade
é pensar também em lógicas não capitalistas, pré-capitalistas; é pensar na cidade como obra; é, pensando a cidade centralizada na lógica da produção
capitalista, pensar também nos interstícios e nas contradições espaciais, nas desconstruções e (re) territorializações.
a racionalidade do modo de produção capitalista,
consideramos também as contra-racionalidades, pois
Ante a racionalidade dominante, desejosa de tudo conquistar, pode-se de um ponto de vista dos
autores não beneficiados, falar de irracionalidade, isto é, de produção deliberada de situações não razoáveis.
A efetivação da cidade como educadora se constitui na resistência à tendência de práticas individualistas na cidade.
Defender um projeto de cidades educadoras é realçar seu caráter de agente formadora, sua dimensão educativa. Todas as cidades educam, à medida que a relação do sujeito, do habitante, com esse espaço é de interação ativa.
Lembrar do conceito de cultura com o qual estamos trabalhando. A cultura diz respeito a todos os fazeres, saberes e viveres pelos quais as pessoas se constituem em seus lugares, nas suas cidades, nas suas terras. A cultura diz respeito às diferentes maneiras como as pessoas trabalham, produzem, pensam as mais diferentes profissões/ações que compõem a vida da sua cidade – a sua dinâmica, as particularidades de cada bairro.
Compreender a cidade como um lugar que abriga, produz e reproduz culturas.
A compreensão da cidade como produção, fundada em racionalidade e contra-racionalidades leva-nos a uma perspectiva favorável a uma educação para a vida, e para uma vida melhor.
04- Imagens : (des )construções - Proposta para um passeio etnográfico
Ver a cidade constitui-se ainda uma experiência corporal. O corpo também está atento à violência, aos sinais de trânsito, ao asfalto quente, ao verde. Ele é
tanto entidade formuladora de imagens quanto elemento constitutivo da imagem, pois é parte integrante
da paisagem urbana.
Frequentemente, a arte que existe em nossa vida cotidiana é invisível.
No entanto, quando a arte local é interpretada a partir do seu contexto, essa
interpretação aciona não só uma maior compreensão da arte em si, mas
também uma análise crítica do sistema de produção e dos valores nela refletidos.
A noção de perturbamento no familiar
05- Orientações e ferramentas para levar nesse passeio
Para esse passeio, será necessário uma câmera fotográfica ou filmadora,
bloquinhos de anotações, e cuidados com a hidratação da pele, água, etc.
A curiosidade e esse olhar indagador, disposto a descobrir coisas mesmo nos lugares que você julga que já conhece!
Você pode pensar que “ver de novo” seja igual a “rever”. No entanto, rever não é ver a mesma coisa duas vezes, é lançar um novo olhar sobre uma
mesmo coisa ou situação. O olhar que não se renova envelhece.
Exercitemos, então, um novo olhar para essa cidade, um olhar poderoso,
desconstruidor de discursos caracterizadores e imagens construídas, em
busca de visualidades, territorialidades, espacialidades, em uma perspectiva
multicultural crítica.
Exercitemos, então, um novo olhar para essa cidade, um olhar poderoso,
desconstruidor de discursos caracterizadores e imagens construídas, em
busca de visualidades, territorialidades, espacialidades, em uma perspectiva
multicultural crítica.
Toda cidade forma, todas elas educam, pois todas são resultados de um
processo cultural, histórico e social. As pessoas não se juntam, organizam-se num determinado lugar despretensiosamente! Nesse sentido, toda cidade
pode ser educadora, pois ela fala de cada um de nós e do outro com o qual
ajudamos a formar!
Assim, propomos esse olhar sobre a cidade: buscando descobrir em cada
um a cidade que habita, que foi se construindo ao longo dos tempos e que,
podem representar a possibilidade de ir consolidando um olhar mais apurado - olhar crítico e mais sensível para o contexto e o meio ambiente.
A transição de um olhar indiferente rumo a um olhar reflexivo, olhar que pergunta, olhar que indaga. diz Carlos Brandão (2002), sobre sua imersão em campos de pesquisa:
Quando eu chego na comunidade, num primeiro momento, como disse a vocês, não vou diretamente às pessoas com quem quero trabalhar. [...] Eu procuro ir contactando pessoas a esmo. O dono de um bar, a pessoa que está me acolhendo na sua casa, pessoas que eu encontro na rua, e assim por diante. [...] então, isso é uma porta de entrada, entrar por aí. (p. 24)
Faça anotações, desenhos, esquemas, fotografe, registre as conversas estabelecidas, as entrevistas, as observações. Exercício etnográfico feito desse outro lugar da cidade, pois o que queremos é acentuar as instâncias educadoras da vida na cidade, seus moradores, seus saberes, seus ofícios... E não importa se eles estão organizados ou não, pois todos fazem parte da sua cidade. Aqui pensamos a cidade enquanto uma confluência de práticas culturais, formando essa grande paisagem.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Como vejo a cidade em mim e como a cidade me ver nela
Querida cidade como me vejo em você e como você me vê em você?
Bem para mim vejo como parte de você, pois sinto que os seus anseios, perspectivas e conquistas que você tem são meus anseios, perspectivas e conquistas minhas também, você me acolheu quando eu nasci e aqui escolhi para viver, pois amo você, aqui cresci,estudei e formei até me transformar em professor, você me viu sofrer descepções, mas também sucessos tanto particulares ou pessoais quanto profissionais, agradeço por mim compreender sempre, me respeitando como sou e em contra partida também te aceito como és. Te vejo até mesmo nas suas particularidades mais simples e te admiro por isso, vi você crescer comigo, acompanhar os meus primeiros passos sempre ficando do meu lado, numca me deixou sentir sozinho, mesmo quando já não tinha mais meus pais.Por isso te agradeço por tudo.
Jeová C. dos Santos
Bem para mim vejo como parte de você, pois sinto que os seus anseios, perspectivas e conquistas que você tem são meus anseios, perspectivas e conquistas minhas também, você me acolheu quando eu nasci e aqui escolhi para viver, pois amo você, aqui cresci,estudei e formei até me transformar em professor, você me viu sofrer descepções, mas também sucessos tanto particulares ou pessoais quanto profissionais, agradeço por mim compreender sempre, me respeitando como sou e em contra partida também te aceito como és. Te vejo até mesmo nas suas particularidades mais simples e te admiro por isso, vi você crescer comigo, acompanhar os meus primeiros passos sempre ficando do meu lado, numca me deixou sentir sozinho, mesmo quando já não tinha mais meus pais.Por isso te agradeço por tudo.
Jeová C. dos Santos
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